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Quais opções para diversificar meus investimentos em fundos?

Publicado: agosto, 2018

A velha premissa de não se colocar todos os ovos na mesma cesta, certamente já é lição aprendida pela maioria dos investidores e esse mesmo raciocínio vale para cada categoria de investimento. Vejamos por exemplo que uma pessoa não deve concentrar seus investimentos imobiliários apenas em imóveis residenciais e ainda na mesma cidade, bairro ou até no mesmo prédio como muitos fazem.

Isso concentra seu risco, e se o mercado ficar ruim para para esse tipo de imóvel, a rentabilidade cai e pode até acontecer uma redução de patrimônio.

Para evitar isso, o investidor imobiliário cauteloso, diversifica entre imóveis comerciais em diversas categorias, nos industriais, fundos imobiliários, residenciais, etc.

Para investir em fundos de investimentos abertos, também é preciso usar a mesma premissa, diversificando por exemplo em algumas categorias existentes para fazer uma distribuição do capital investido, conforme seu perfil de investidor e também a possível destinação do dinheiro.

Vejamos alguns perfis de opções para se investir:

Fundos de renda fixa

São aqueles que tem liquidez rápida, resgates com disponibilidade em poucos dias, entregam uma rentabilidade sempre próxima ao do CDI ou da poupança e são indicados para se investir os valores de uso em mais curto prazo ou para o investidor que tenha um perfil bem conservador.

Fundos multimercados:

Esses fundos podem ter uma combinação interessante entre renda fixa e variável, com liquidez de resgates também em prazos mais curtos, dependendo muito do regulamento de cada um. São indicados para investidores de perfil conservadores a moderados conforme a característica do fundo, bem como também servem como opção de diversificação de carteiras de investimento.

Dessa forma eles podem ter desde um perfil muito próximo de um de renda fixa a  até muito próximo a um fundo de ações. E a pergunta vem: Como identificar essa diferença? É simples: observando o comportamento histórico da rentabilidade, pelo menos nos últimos dois anos. Os primeiros, mais conservadores, o retorno caminha próximo ao comportamento do CDI e seus resultados, raramente tem oscilações bruscas ou diferentes do comportamento do mercado. Já os mais arrojados, apresentam maiores oscilações de taxa de rentabilidade e a lógica é que também devem entregar retornos melhores no médio prazo. Para avaliarIsso deve-se analisar o histórico de rentabilidade de cada fundo.

Fundos de renda Variável

Esses fundos também podem ter perfis mais conservadores ou mais agressivos dentro das suas características, valendo também a premissa da análise histórica das rentabilidades para se identificar uma linha de comportamento dos resultados.

Esses fundos já tem características importantes que se deve dar atenção:

– Destinam-se a investimentos de mais longo prazo, principalmente para a formação de patrimônio financeiro e de liquidez, bem como para diversificação da carteira ativos do investidor.

– Para investir nesses fundos, o investidor precisa ter um perfil mais agressivo e entender que taxas mensais de rentabilidade negativas são perfeitamente normais e a análise deve-se ater ao resultado final entregue pelo fundo.

– Os resgates desses fundos também não costumam ser em poucos dias. É muito importante o investidor ter essa consciência para não ter problemas na hora que necessitar acessar seus recursos.

Cabe enfatizar que dentro dessa categoria de fundos, há aqueles destinados aos investidores de perfil arrojado. Estes se propõem entregar rentabilidades muito atrativas, mas que o investidor precisa entender que podem ter variações bruscas de resultado. Estes fundos  só são indicados para pessoas que tem entendimento suficiente e tranquilidade suficientes para conviver com isso. Obvio que esses fundos tendem a entregar resultados interessantes e bem acima da  média de mercado, destacando sempre que toda possibilidade de alto ganho vem sempre acompanhado de um risco proporcional, por isto estes fundos, além de serem indicados aos  investidores de perfil arrojado, estes normalmente destinam a eles um percentual baixo do total de seus investimentos.

O certo é que sempre há um produto no mercado que atende o perfil e as expectativas de cada investidor, pois investir é para todos! Obvio que isso não é fácil e quem não é bem assessorado, acaba concentrando em caderneta de poupança, aplicações de renda fixa de baixíssima rentabilidade e com isso, perdendo de rentabilizar melhor seu capital.

Estando bem assessorado, certamente o patrimônio será bem cuidado e os investimentos enquadrados no perfil do investidor, de forma que este tenha sempre a melhor combinação entre risco, tranquilidade e rentabilidade.

Eroni Fernandes